Letra da Música

Segunda-feira acordo e vou pra correria
Agradeço ao senhor pelo pão de cada dia
Eu não sou como esses boy que acordam de manhã
Depois de passar a noite lá no Flamboiant
Vai, xinga sua mãe porque comprou só pão
Eu não vacilão, mal fui criado a pão
E não como você, a Toddy e a Neston
Misto quente, Mucilon, sempre comendo Batom
Sobre mesa Kinder Ovo, no almoço filé mignon
Sempre de barriga cheia e tendo tudo do bom
Do bom e do melhor, eu sempre na pior
Fazendo aviãozinho do verdinho e do pó
Mais, o que revolta não é nada disso
O que revolta é ver você vendo isso
(Isso o que ?)
Tudo bem, esquenta não, você é considerado
Mais não se mistura com os boy do outro lado
Carro sonorizado, cabelo espetado
E só fala naquela novela de arromb***
Sai fora vacilão, aqui não é seu lugar
Presta atenção escuta bem o que eu vou falar

[2x refrão]
Aí c****, não sou como você não
Que diz que faz e acontece prega a revolução
Mais todo dia cinco e meia tá na televisão
Assistindo aquela po*** chamada Maiação

Aqui sempre foi embassado dar um rolé
Tiro, morte, droga e os gambé
É vida real e por isso eu tô de pé
E você sonhado com o tal do Giga Byte Café
Colé que é, será que ainda não se tocou
Não vê que alí, só tem filhinho de doutor
Desde 95 influenciando meu povo
Não há motivo pa você ver isso aí de novo
Que que você ganha com isso ? 
(Nada não)
É assim mano. inveja e podridão
Quem não queria ter o que passa na televisão
Som, geladeira, carro, mansão
Também quero, mais eu, eu não
Não vou botar topete pra ficar igual o Cabeção
Não leve a mal doidão, sou diferente
Tenho estilo, não imito essa gente

[Refrão 2x]

Na minha quebrada, já vejo os mano pagar pau
Já colocaram a tiarinha do Mau Mau
E pra denunciar, o que você não vê
A realidade mano, não está na TV
Nesse programa você nunca vai ver
Um lock batendo na mãe pra fumar TV
Ou um tiozinho na cachaça se acabando
Mais isso aqui é rotineiro, cotidiano
Tem vez que não tem comida mais tem televisão
São cinco e meia e já vai você ver Malhação
Eu prefiro dar um rolé ou ir jogar uma bola
Ou dar um chá nas minha no portão da escola
Do que ver propanganda de tenis, roupa, xampú
Não quero nada disso pode enfiar no seu **
Sei que essa me*** é elaborada noite e dia
Pra dar desejo nos boy, inveja na periferia
Pra ser mais claro sai vazado mauricinho
Meu rap é feito com amor e com carinho
Não foi feito 'procê' pegar seu Golf rebaixadinho
E parar na praça e começar a dançar passinho
(O rap é dos preto, você é branco e ainda quer tirar
?)
Você não sabe de quem é o rap aí vou te falar
O rap não é dos preto, dos branco nem da burguesia
O rap é de quem foi criado na periferia
É coisa nossa e isso o boy não vai tirar
Você pode até ter a coleção dos Racionais se pá
Se depender de mim no rap você não vai infiltrar
Meu nome é Das Quebradas sou de BH

[Refrão 4x]